terça-feira, 17 de outubro de 2017

Documentos - Excerto da obra Discurso sobre a servidão voluntária de Etienne de La Boétie

Esta é a edição do livro que eu mais gosto.
Textos Iluministas
BOÉTIE, Etienne de La. Discurso sobre a servidão voluntária.

(...) Não há dúvidas, pois, de que a liberdade é natural e que, pela mesma ordem e de idéias, todos nós nascemos não só senhores da nossa alforria, mas também com condições para a defendermos.

Se acaso pusermos isso em dúvida e descermos tão baixo que não sejamos capazes de reconhecer qual o nosso direito e as nossas qualidades naturais, vou ter de vos tratar como mereceis e por os próprios animais a dar-vos lições e a ensinar-vos qual é vossa verdadeira natureza e condição.

Só quem for surdo não ouve o que dizem os animais: viva a liberdade! Muitos deles morrem quando os apanham. Como o peixe que, fora da água, perde a vida, também outros animais se negam a viver sem a liberdade que lhes é natural.

Se os animais estabelecessem entre si quaisquer grandezas e proeminências, fariam (creio firmemente) da liberdade a sua nobreza.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Mostra Cultural 2017 - Diversidade Cultural: Nações Indígenas Africanas e Sul-americanas

Olá queridíssimos alunos e alunas.

Segue abaixo, como prometido, os links para aprofundamento. Há em cada um dos dois grupos excelentes pesquisas. É uma obrigação de cada aluno ou aluna que compartilhe tais pesquisas com os demais. Bom estudo, havendo dúvida, nos contactamos nas aulas.

Analisem com rigor crítico todos os documentos abaixo. Jamais levem ao pé da letra aquilo que está escrito ou lhe é informado por vídeo. Se aprofundem na pesquisa para construírem um grande conhecimento. ;)

Objetivo do trabalho executado na Mostra Cultural de 2017

1) Destacar uma pequena fração da extensa diversidade de culturas que encontramos em nosso planeta, dando ênfase, evidentemente nesta análise, às matrizes fundamentais da cultura brasileira. Não por acaso a nações as quais se deu destaque foram a Kaiapó, a Karajá, a Himba e, por fim a Iorubá.

2) Valorizar a riqueza das culturas estudadas, destacando as suas vivências e experiências históricas, tal como, suas estratégias de sobrevivência e transmissão do conhecimento, com claro objetivo de confrontar os preconceitos presentes nas análises etnocêntricas tão comuns em nosso mundo contemporâneo.

3) Desqualificar, portanto, os conceitos generalizantes e preconceituosos de que as nações estudadas são selvagens, primitivas, atrasadas, sem cultura, sem religião, entre outros adjetivos negativos, é objetivo fundamental do nosso trabalho.


terça-feira, 29 de agosto de 2017

Mapa Guarani Digital

Abaixo segue uma interessante ferramenta para se trabalhar em sala de aula. A mesma trata-se de "uma plataforma interativa e colaborativa que tem por objetivo sistematizar e disponibilizar informações sobre a situação territorial dos povos guarani por meio de um sistema de dados georreferenciados projetados sobre imagens aéreas. Pretende-se que esse sistema seja alimentado de maneira descentralizada por uma rede de lideranças indígenas e parceiros articulados em torno do monitoramento da regularização das Terras e das reivindicações fundiárias dos Guarani."

Para acessar o link clique na imagem abaixo.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Resumo: Roma Antiga

Roma Antiga
Linha do Tempo
è Monarquia (fundação de Roma) 753 a.C. à 509 a.C.
è República 509 a.C. à 27 a.C.
è Império 27 a.C. à 476 d.C.

República 509 a.C. à 27 a.C.
Instituições: I – Senado; II – Assembleia Curial; III - Assembleia Centuriata; IV – Magistrados: Cônsul (exérc./adm Roma); Censor (real. Censo); Pretor (adm. Justiça); Questor (adm. as finanças); Edil (adm. obras públicas); Ditador (Indicado pelos cônsules em caso de guerra); Tribuno da Plebe.

A) Guerras Púnicas (264-146 a.C): 3 grandes guerras dentro de 100 anos; Mare Nostrum; B) Aceleração do processo de Expansão; C) Consequências no acúmulo de riquezas, terras e escravos; D) Plebe percebe a sua importância dentro do Exército;

Resumo: Grécia Antiga

Segue, abaixo, um brevíssimo esquema sobre importantes tópicos da história dos gregos antigos de autoria do professor Alek.

Pré-Homérico ou Micênico (2000 a.C. – 1100 a.C.)
a) Ilíada do poeta Homero.
b) Chegada dos primeiros povos: aqueus, jônios, eólios, dórios.
c) Micenas de Agamenon derrota os Cretenses (civilização minóica) e tentam se expandir para Tróia.

Homérico (1100 a.C. – 800 a.C.)
a) Comunidades Gentílicas (Genos): clãs praticavam agropecuária de subsistência. O Pater  representava  a liderança política e religiosa.
b) Crescimento Populacional è Expansão Colonial.
c) Comunidades Gentílicas se desmembram è Distribuição desigual de terras è Acúmulo de terras pelos eupátridas (os bem nascidos) è Formação das Póleis.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Documentos: Julian Assange sobre o cenário político do Brasil


Certa vez li, em um belo texto proporcionado pelo mestre de Teoria da História Elias Thomé Saliba. Não me lembro o nome do autor e texto, mas me comprometo a revolvê-los do arquivo para prestar-lhes tal serviço de informação.

Inesquecível foi a metáfora proporcionada pelo texto, viva em minha consciência até os dias atuais. Ali, de forma destacada vislumbrei que a Verdade, até então entendida por mim da mesma forma como a apregoada por Nietzche, como aquela que jamais é absoluta, sofreria grande transformação. 

Questionava o autor sobre a possibilidade de se ver a Verdade de uma xícara em sua inteireza, ao passo, que já na linha seguinte concluía a impossibilidade humana de acessar tal Verdade biologicamente, afinal não é possível ver a xícara em sua organização atômica, por exemplo.

Ou seja, a Verdade ao olho humano nada mais é do que um diagnóstico produzido sobre aquilo que de mais aparente enxergamos. E não custa lembrar que não vemos com os olhos, mas sim com o cérebro, aquele que também é responsável por armazenar as nossas crenças.