segunda-feira, 18 de março de 2013

Grécia Antiga (2000 a.C. à 146 a.C.)


Autoria do texto e de todas as questões: Alek Sander de Carvalho
É proibida a reprodução comercial deste texto.
Só é permitida a reprodução não comercial, desde que, citada a fonte.


Mural encontrado no palácio de Cnossos do rei Minos, na ilha de Creta.

1 - “Grécia” Antiga
Introdução: Vamos conversar!

Veja só, mais uma daquelas civilizações antiqüíssimas, cujos primeiros vestígios datam de aproximadamente 4500 anos.

Há muito a se dizer sobre eles, mas antes, porque é tão importante estudarmos os “gregos”? Poxa, se estudássemos as populações indígenas do Brasil, talvez fizesse mais sentido, já que falamos palavras como: jabuticaba, pequi, pipoca, arara, açaí, caipira, tapioca, entre outras.

Mas e os “gregos”, que viveram há milhares de anos atrás? O que uma civilização tão antiga e que habitou uma parte do continente europeu, tem a ver com a gente?

fonte: www.bethania.com.br

Bom, como grandes investigadores do passado, vamos achar os vestígios que explicam a importância de se estudar os “gregos”.

Hum, por onde eu começo?

Ah, ótimo!

Começarei falando de um grande herói, por todos, conhecido e cantado em muitas lendas e cujo nome é Héracles!

Opa, certamente você não o conhece por este nome. Vamos usar, então, o nome latino, deste nobre herói e semideus: Hércules.

Acredito que todos já tenham ouvido alguma história sobre este semideus. Como assim um semideus? Bem, um semideus é todo aquele que é filho de um deus(a) com um humano(a). É o caso do herói Hércules, filho de Zeus (o senhor dos céus) com uma humana chamada Alcmena.

Ser filho de um deus, na mitologia, não era qualquer coisa. Significava, sobretudo, possuir algum tipo de poder.  Hércules, filho de Zeus com Alcmena, por exemplo, era quase imbatível e ficou muito famoso, segundo a mitologia, após realizar os famosos doze trabalhos: 1. matar o leão de Nemeia; 2. matar a Hidra de Lerna; 3. capturar o javali de Erimanto; 4. capturar a corça de Cerinéia; 5. expulsar as aves do lago Estínfalo; 6. limpar as estrebarias de Aúgias; 7. capturar o touro de Creta; 8. capturar os cavalos de Diómedes; 9. obter o cinturão de Hipólita, rainha das Amazonas; 10. buscar os bois de Gerião; 11. buscar os pomos de ouro do jardim das Hespérides; 12. capturar o cão Cérbero do deus Hades.

Zeus atacando Tifão. Coleções Estatais. Munique, Alemanha. Aproximadamente do século VI a.C. | fonte: wikipedia.

Vejamos, por exemplo, uma das épicas batalhas de Hércules.

A Hidra de Lerna era a filha monstruosa de duas criaturas grotescas, a Equidna (monstro que é uma mulher até a cintura e abaixo dela é uma serpente) e o Tifão (considerado o monstro mais horrível da mitologia). Era uma serpente com corpo de dragão, que possuía nove cabeças (uma delas parcialmente de ouro e imortal), que se regeneravam instantaneamente após serem cortadas, e exalavam um vapor que matava quem estivesse por perto. Hércules matou-a cortando suas cabeças enquanto seu sobrinho, Iolau, impedia a regeneração das suas feridas com tições em brasa. A deusa Hera enviou ajuda à serpente – um enorme caranguejo, mas Hércules pisou-o e o animal converteu-se na constelação de Câncer (do latim câncer, "caranguejo").

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Bem, como observamos na nossa investigação, achamos um vestígio da cultura grega que sobreviveu há milhares de anos até chegar aos nossos dias atuais, no caso, a mitologia grega.

Bom, mas será que os “gregos” só nos deixaram diversas histórias fabulosas, no caso, os mitos e só por isso e nada mais nós os estudamos?

Claro, que não! Foram diversos os vestígios que atravessaram os muitos milhares de anos.

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Por exemplo, você já assistiu novela?!?! Certamente sim. Mas não! Fique tranquilo(a), pois a novela não foi um gênero inventado pelos “gregos”.


“Hehe... ficou confuso?!?!”

Eu gosto mesmo de confundir, mas vou mostrar que na verdade não estou querendo bagunçar vosso pensamento.

Bom, os “gregos” não inventaram a novela, mas é nesta civilização que encontramos o primeiro vestígio do teatro, da dramaturgia.

E, nossa, os espetáculos teatrais eram tão populares na “Grécia” Antiga que chegavam a reunir uma cidade inteira no auditório.

Teatro de Priene, período helênico. | Fonte: umolharsobreaarte.blogs.sapo.pt

Observe na figura os elementos que compõem um teatro. | Fonte: canalfelipe.blogspot.com

Tá aí, auditório! Uma palavra que vem do grego akroates, que tem a ver com audição, ou melhor, com ouvir aquele que fala. Coisa muita sábia, pois aquele que fala sempre tem a nos oferecer algo que não sabemos.

De falar em saber me lembrei da filosofia. Certamente você já ouviu também esta palavra, que é grega e possui um significado muito bonito, no caso: philos = que ama + sophia = sabedoria; em outras palavras aquele que ama a sabedoria. Mas isto é história lá para o 1º ano do médio.

Bom, eu espero que você esteja me ouvindo muito claramente e amando a filosofia, pois descobrimos mais 3 influências que os “gregos” nos deixaram. Vamos recapitular então e ver se você está com a memória boa!

Descobrimos já que foram elementos deixados pelos gregos: a mitologia, o teatro, a filosofia. Vamos descobrir mais a frente que algumas palavras que usamos vem do grego, tal como, democracia, por exemplo, que significa: demos = governo + krátia = do povo

Depois veremos, com mais cuidado, que esta palavra democracia é muito mais do que uma simples palavra quando estudarmos Atenas.

Agora deixarei para vocês um desafio. Eu achei diversos vestígios, mas só coloquei aqui alguns dos tantos que encontrei.

Cabe a vocês agora um trabalho tão desafiador quanto o de Héracles, ou melhor, Hércules, tal como vocês o conheceram, de encontrarem na nossa cidade alguma construção, cuja arquitetura tenha sido influenciada pelos gregos. Deixo abaixo um exemplo do modelo arquitetônico que eles nos deixaram:

 
As ruínas do templo Parthenon e a reconstituição daquilo que um dia fora a acrópole de Atenas. Tá parecendo um dos Templos dos Cavaleiros de Ouro, não?

Parthenon é o nome do templo construído em homenagem a deusa Atena no século V a.C.. Advinha em qual pólis ele foi construído?

Assinale com um X. Pode haver mais de uma resposta.
1) Visto de frente, dentre as formas geométricas que desenham o telhado e as colunas nós temos basicamente:
(   ) quadrados.
(   ) retângulos.
(   ) triângulos.
(   ) losangos.

2) Desenhe abaixo as formas que encontrou:











3) Já descobriu o nome da pólis grega que cultuava a deusa Atena? A famosíssima deusa da mitologia grega, mas também deusa da guerra, da civilização, da sabedoria, da estratégia, das artes, da justiça e da habilidade. Uma das 12 deusas do Olimpo, aquela que nem mesmo o deus Ares conseguia vencer e a mais popular em toda “Grécia” Antiga e do desenho animado Cavaleiros do Zodíaco. Se descobriu, então, registre aqui abaixo o nome da pólis.
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4) Eu, professor de história, só estava os aquecendo. Agora vamos ao grande desafio: Abaixo vocês podem ver de frente o templo de Hefesto, filho de Hera com Zeus, deus do fogo, dos metais e da metalurgia, que segundo uma das versões da mitologia, foi jogado do Monte Olimpo por sua mãe Hera que não o achara lá muito bonito. Uma grande maldade sem dúvida que deixaria Hefesto com uma deficiência na perna por toda, a vida a qual, o impediu de subir ao Olímpo, e o condenou a viver sobre a Terra. Sem outra opção, instalou suas oficinas na ilha de Lemnos. Em outra versão que conta a história de Hefesto, Hera o joga do Olimpo, e por ter quebrado a perna Hefesto fica preso na Terra por 9 dias e 9 noites, até que seu pai, Zeus, o traz de volta ao Olimpo. Enfim, o desafio. Peça ao seu pai, mãe, avô ou avó que o leve para um pique nique no parque da Independência e após o lanche para observar a fachada do Museu. Tire uma foto e faça as comparações, procurando as semelhanças com a do tempo de Hefésto em Atenas.

Templo de Hefésto de 449 a.C. em estilo dórico.











Cole aqui a fotografia que você tirou!












5) Enumere as principais contribuições que encontramos ainda como vestígios em nossa cultura e que os gregos nos proporcionaram.
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2 - É a ação das pessoas que constrói a história
Até agora temos estudado diversas culturas de civilizações que viveram há muitos anos atrás. Vimos também características importantes que marcaram profundamente o pensamento das mesmas.

Lembrem-se de que aquilo que guardamos em nossa memória, como pensamento, dirige as nossas ações. Da mesma forma, aquilo que fazia parte da memória e do modo de pensamento das pessoas do passado, dirigia as ações delas.

Toda ação pode criar coisas concretas. É só por isto que falamos dos zigurates, dos canais de irrigação, das pirâmides e mais um monte de coisas que as pessoas criaram no passado.

Mas diria o bom aluno e a boa aluna: “Professor, se as coisas são assim tão simples, porque as pessoas do passado criaram coisas tão diferentes?”.

Esta é sem dúvida uma ótima pergunta, a qual eu respondo da seguinte maneira. Os povos do passado criam coisas diferentes porque eles pensam de maneira diferente, porque as culturas deles se diferem umas das outras.

Por exemplo, quando estudamos os egípcios vimos que era parte da cultura dos mesmos acreditar na reencarnação. A partir disto produziram, ao longo de muitos séculos, em relação à vida e a morte umas séries de costumes, como a mumificação e a edificação de túmulos monumentais que chamamos de pirâmides.

Os “gregos” também criariam muitas construções monumentais, mas todas elas são muito diferentes daquelas produzidas pelos egípcios. Aliás, há uma diferença muito grande entre os gregos e outras civilizações que estudamos. Aliás, esta diferença é tão importante que ela nos aproxima dos mesmos.

Uma importantíssima diferença cultural
Vamos investigar esta diferença a partir da frase de um médico “grego” chamado Hipócrates, um médico que é considerado por muitos como o pai da medicina.

Em certa ocasião, Hipócrates olha para um homem que está a sofrer um ataque epiléptico (perda da consciência acompanhada de convulsões) e diz: “Não há nenhum deus aí dentro; é um fenômeno do corpo desse indivíduo”.

Parece uma frase tola, a dita por Hipócrates, mas não vamos julgá-la superficialmente. Como estas frases os historiadores encontraram diversas outras, em diferentes filósofos e escritores “gregos”. Mas vamos mais ao fundo deste pequeníssimo trecho da obra de Hipócrates.

Bem, ao falar que nenhum deus é responsável pela epilepsia que o homem está sofrendo e ao mesmo tempo dizer que aquilo é um fenômeno do corpo, Hipócrates praticamente retira a influência dos deuses sobre o mal que aquele homem sofre no momento em que ele o observa.

Deste modo, para Hipócrates não foi um deus quem causou mal ao homem que está sofrendo de epilepsia.

Bom, o médico “grego, sem dúvida deu um diagnóstico muito diferente de outros médicos da Antiguidade. Para muitos povos não “gregos”, a epilepsia era causada por deuses ou demônios e a mesma era chamada, inclusive, de “doença sagrada”.

Note querida aluna ou aluno, que a informação do parágrafo acima é das mais importantes sobre a cultura que os “gregos” da Antiguidade desenvolveriam ao longo de sua história. Vale até ser grifada com o marca texto e por quê?

Porque se outros povos explicavam o mundo e as coisas do mundo atribuindo a deuses os fracassos e os sucessos das suas vidas, os “gregos” não fariam o mesmo.

Assim, para alguns “gregos” da Antiguidade eram as próprias pessoas as responsáveis pelos seus destinos, jamais os deuses. Do mesmo modo, tal como, Hipócrates propõe, muitas coisas do mundo e da vida não eram explicadas como criações dos deuses.

Bom, após considerações tão importantes só devemos ter cuidado para não achar que os “gregos” não acreditavam nos seus deuses. Muito pelo contrário, pois não só os “gregos” tinham religião, como também prestavam oferendas para os deuses em que acreditavam.

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3
Você achou toda a conversa acima muito difícil.

Está pensando neste momento: “Nossa, professor, eu li bastante, mas não consegui entender muito do que foi escrito”.

Pode ficar calmo(a). É muito simples querido aluno e aluna.

Sigam o meu pensamento. Caminhem atrás dele e não o deixem se afastar.

Vamos imaginar o rio Nilo bem cheio no Egito Antigo, época do faraó Tutancâmon. Bem, para que, um rio encha é preciso que chova. Deste modo, o período das cheias do rio Nilo era também o período das chuvas. Mas como e porque chove?

Vou mostrar para vocês agora que tudo isto que eu estou falando, vocês já sabem muitíssimo bem.

Responda como e porque chove. (Se tiver dúvidas pergunte para o professor(a) de Geografia).
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Após lermos juntos, a resposta que você deu, olha que fantástico. A sua resposta, querido aluno ou aluna, só foi possível porque os gregos foram pioneiros (os primeiros) em uma forma de pensar e dar significado as coisas. Você explicou o fenômeno da chuva usando uma explicação científica. Ou melhor, você usou a razão para explicar a chuva, certo.

Por sua vez, um egípcio na Antiguidade não explicaria o fenômeno da chuva como você explicou. Ele diria que a chuva foi causada pelo deus Osíris, no caso, o deus responsável pelas cheias e secas do rio Nilo.

Resumindo, na sua explicação, a chuva foi explicada com o uso da razão e da ciência. Por sua vez, no Egito Antigo a explicação para a chuva seria encontrada em um deus.

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Introdução
Antes de começarmos a falar daquela história que a ação das pessoas do passado deu vida eu quero que vocês fiquem atentos a algo. Até agora sempre quando escrevi “gregos” ou “Grécia”, para falar dos povos que viveram naquela região há milhares de anos atrás eu usei o sinal de aspas (“ ”).

É claro que o uso das aspas não foi por acaso. Foi, sim, porque na Antiguidade não existia como hoje um país chamado Grécia, mas sim diversas cidades-estados. Aliás os “gregos” daquela época chamavam a sua terra de Hélade e a si mesmos de helenos.

Bem, se você está se perguntando por que, então, nós a chamamos de “Grécia” Antiga? Eu respondo rapidamente dizendo que podemos chamá-los de gregos por falarem uma mesma língua, cultuarem os mesmos deuses, dentre outras importantes coisas que serão mostradas a você caro leitor ou cara leitora, logo a seguir.

Mas antes de conhecermos os povos da “Grécia” Antiga, vamos conhecer um pouco do território onde esta importante civilização se desenvolveu.

1) PRIMEIRO DESAFIO!









Faça o MAPA POLÍTICO, em papel vegetal, sobre o atual território da Grécia.

Não esqueça de assinalar, no mapa, os países que fazem fronteira com ela, e do mesmo modo os mares que a banham.

Marque o nome da península sobre a qual se encontra atualmente o país grego (em sua parte continental).

Pergunte para o professor(a) de Geografia o que é uma península.










2) SEGUNDO DESAFIO: Peça para o professor(a) de Geografia (nos últimos 5 minutos de aula dele) dicas para pesquisar e responder as tarefas que estou lhes dando: A) Características do território da Grécia; B) Características do clima da Grécia.
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O MAIOR DENTRE OS 3 DESAFIOS! (Este foi difícil até para Hércules)
3) REFLEXÃO: A) Pensando no relevo do território grego você acha que era fácil a prática da agricultura? B) E se a população crescesse, você acha que a quantidade de terras disponíveis para os gregos garantiria alimentos para todos eles? JUSTIFIQUE!
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4
A história é feita de gente, ou melhor, com a ação de pessoas!
Foi por volta de 2000 a.C. (4000 anos atrás) que encontramos os primeiros vestígios de vilas ou cidades daqueles que viriam a lançar as primeiras sementes daquela que se tornaria uma grande civilização da Antiguidade, no caso, a civilização “grega”.

Mas as cidades não se criam sozinhas. São precisas pessoas para construí-las. Deste modo, para pensarmos na formação da antiga “Grécia” temos de pensar: 1) nos primeiros povos que lá habitaram; 2) qual a relação das pessoas com o espaço onde elas viviam; 3) qual a cultura delas.

Para tanto, vamos começar observando o mapa abaixo:


Escreva, então, abaixo o nome dos povos que habitaram a região da “Grécia” Antiga.
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Como você corretamente anotou, os povos que foram determinantes para a origem da cultura “grega” são os jônios, os eólios, os aqueus e os dórios. Embora não apareça no mapa, os historiadores consideram que havia uma população habitando a Grécia, antes da chegada destes outros povos há 4 mil anos atrás.

Com o tempo, os “invasores” conquistaram os povos que já habitavam a região (dentre eles os minóicos de Creta) para fundarem uma civilização, no caso, a micênica. Antes de falarmos desta importante civilização que transmitirá o seu conhecimento para as outras que viram após ela, conhecimentos como as crenças religiosas, a arte da cerâmica, a metalurgia, a agricultura, a língua, um código de honra, os mitos e lendas, dentre outras coisas vamos falar um pouquinho dos minóicos.

Um pouco de mitologia: a civilização minóica.
A civilização minóica recebeu este nome porque os estudiosos da Grécia Antiga decidiram homenagear o rei Minos. É incerto se o rei de fato existiu, tal como, as fantásticas histórias da mitologia e outras fábulas que narram a sua história. De uma forma ou de outra é muito provável que você já tenha ouvido falar dele.

O rei Minos, rei de Creta, é o mesmo conhecido rei que tinha em seu labirinto o terrível Minotauro, que foi morto por Teseu. Bem, o Minotauro do rei Minos foi um castigo que Posídon (Posêidon), o deus dos mares, deu ao rei.

Segundo uma das diversas versões da lenda, quando o rei Astério morreu sem ter deixado descendentes ao trono, Minos entra em uma disputa com seus irmãos, Radamanto e Sarpédon, pela coroa. Minos buscará, então, a sua legitimidade para ser rei dizendo que os deuses também o querem como rei.

Para tanto, Minos pede a Posídon que faça surgir do mar um touro para provar a todos o apoio dos deuses. Posídon assim faz, mas obriga Minos a sacrificar o touro.

Minos prova a todos que é rei, mas descumpre a sua promessa de sacrificar o touro. Ao contrário mata outro touro do seu rebanho. Posídon fica furioso ao saber que Minos tentou enganá-lo e faz com que o touro tenha um filho com Pasífae, esposa de Minos.

O filho gerado é o Minotauro, uma criatura com o corpo humano e a cabeça de um touro. O rei Minos consultará, então, os oráculos para saber o que fazer com o seu filho.

É a partir das decisões dos oráculos que o rei Minos decide colocar o Minotauro em um labirinto, projetado por um ateniense chamado Dédalos e seu filho de nome Ícaro.

Na aula de história pergunte para o professor Alek sobre a derrota do Minotauro para um importante herói ateniense chamado Teseu e chegaremos a uma importantíssima conclusão!
Afresco com cena de Tauromaquia do palácio de Cnossos, em Creta. | Fonte: Wikipedia.


Pintura em ânfora de Pasífae e o seu filho, Minotauro.

Reconstituição do palácio de Cnossos. | Fonte: historiadom.wordpress.com


Ruínas do palácio de Cnossos.

A civilização Micênica.
A civilização minóica irá desaparecer por volta de 1450 a.C. (há mais de 3450 anos atrás). Alguns estudiosos dizem que em razão de uma poderosíssima explosão vulcânica no arquipélago de Santorini.

Mapa do arquipélago de Santorini. | Fonte: bobfrase.blogspot.com

Santorini e a sua belíssima vista para o Mediterrâneo. | Sem Fonte.

Por sua vez, outros estudiosos dizem que os minóicos desapareceram porque os micênicos, vindos do continente europeu, invadiriam e conquistariam o povo minóico.

Bem, não se sabe ao certo como os micênicos surgiram. Mas sabe, como já foi dito neste texto, que diversos povos chegaram a Grécia em torno de 4000 anos atrás (2000 a.C.) e formaram, com as populações que já habitavam a região, a civilização micênica.

Micenas era a capital dos micênicos. Uma cidade-estado, ou melhor, uma pólis, que era o modo como os gregos nomeavam as suas cidades-estados.

Esta pólis era toda fortificada, um verdadeiro palácio-fortaleza, muito parecida com diversos outras que seriam construídos em toda a “Grécia” Antiga. Observe abaixo algumas fotos dos mesmas!

Vista aérea das ruínas da acrópole de Micenas. FONTE: http://www.fflch.usp.br
E o que seria acrópole professor? Pesquise o significado desta palavra.

Portal dos Leões: ruínas do palácio-fortaleza de Micenas; Sem fonte.
Detalhe do Portal dos Leões em Micenas.

Os micênicos entraram em decadência por volta de 1400-1230 a.C. por um motivo ainda não muito claro para os pesquisadores de sua história.

De qualquer maneira, este foi um povo importantíssimo, pois lançaria (como já foi dito no início da nossa conversa) as primeiras sementes daquilo que viria a germinar, séculos depois, na cultura “grega”.

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Cultura dos “gregos” antigos: A razão de um povo construído para guerra.
Os períodos de tempo marcados pelo domínio dos minóicos e dos micênicos, que vai aproximadamente do ano 2000 a.C. até o ano de 1100 a.C., é chamado por alguns historiadores de Micênico (ou Pré-Homérico).

Após este período teremos outro que vai dos anos de 1100 a.C. até o ano de 800 a.C. chamado de período Homérico.

Bem, se chamamos o primeiro período de formação da cultura grega de Período Micênico por causa de um povo de mesmo nome, então, o período Homérico daria se também porque há um povo com o mesmo nome?

Neste caso não. O nome dado ao período de tempo da história “grega” que vai de 1100 a.C. até o ano de 800 a.C. recebe este nome em homenagem as obras escritas por um poeta chamado Homero.

Do poeta pouco se sabe. Mas certo é que as suas obras Ilíada e Odisséia são vestígios importantíssimos para os historiadores de hoje entenderem aquilo que é possível do passado grego.

Certo também é que muito provavelmente você nunca tenha ouvido falar do Homero, mas certamente já viu filmes e desenhos animados inspirados na obra do mesmo. Por exemplo, o filme Tróia lançado em 2004.

Cartaz de lançamento do filme Tróia.

Se você se lembra bem do filme irá reconhecer a história que lhes falarei abaixo. Vamos a ela, então, mas antes, para que você não fique perdido quando eu lhe narrar a história, vale dizer que Tróia era uma pólis de cultura grega. Se você já começou a ficar esperto com as coisas que venho conversando contigo neste texto, logo se dará conta que se Tróia era uma pólis de cultura grega, ela era então uma cidade-estado da “Grécia” Antiga.

Outra coisa importante sobre Tróia é que os gregos não a chamavam de Tróia, mas sim de Ílion. Isto explica o nome de uma das obras de Homero, no caso, o livro chamado Ilíada, que narra justamente a história que eu irei lhes contar a seguir.

O nosso poeta escreveu séculos após o acontecimento da guerra que opôs os “gregos” aos troianos. Bem, mas como começou esta guerra da qual o filme faz a sua versão?

Basicamente, deu-se por conta de uma história de amor de um jovem príncipe troiano, chamado Páris, àquela que era considerada a mais bela de todo o mundo, no caso, Helena, que por sua beleza possuía inúmeros pretendentes.

Tendo isto em vista o seu pai promoveu uma reunião com os pretendentes e os fez jurar que independentemente do escolhido, todos defenderiam o casal seja qual fosse a situação.

Menelau, que se tornaria o rei de Esparta, foi o escolhido para esposo. Tudo correria normalmente até o momento em que Páris, o príncipe troiano, se apaixonou por Helena que retribuiu o amor do príncipe troiano, que estava sendo ajudado pela deusa Afrodite. Não contente com isto, Páris raptou Helena e a levou para Tróia.

Agámenon, um aqueu, rei de Micenas, e irmão de Menelau, se sentiu muito ofendido com o rapto, ainda mais porque Páris nem sequer tinha sido convidado a participar da escolha do homem que se casaria com Helena. Foi aí que Agámenon lembrou aos ex-pretendentes da belíssima Helena, o juramento que tinham feito para defender aquele que fosse eleito para ser o esposo de Helena.

Para cumprir o juramento todos se reúnem, então, sob a liderança de Agámenon, que parte para a guerra contra Ílion (Tróia) comandando os 1000 navios que atravessaram o mar Egeu e os maiores heróis de sua época, como, Odisseu (na versão latina é traduzido como Ulisses), Aquiles, Ájax, o pequeno Ájax, Diomedes, Idomeneu e inúmeros outros.

No entanto, a guerra durará 10 anos e isto porque as muralhas do palácio-fortaleza de Ílion eram invencíveis e nada na época era capaz de destruí-las.

Toda a guerra produz um prejuízo muito grande aos envolvidos. É até possível dizer que as perdas sempre são muito maiores do que os ganhos. Muitas vidas se perdem. Muito dinheiro se gasta, para comprar recursos, para produzir armas. Outra coisa muito ruim em uma guerra é que a produção de alimentos sempre cai, até porque os homens que antes produziam no campo, acabam sendo recrutados para fazerem parte do exército. Com poucos alimentos o preço sobe e nem todas as pessoas conseguem se alimentar bem.

Deste modo, assim como os “gregos” (liderados por Agámenon) sofreriam muito com a guerra, com os troianos não seria diferente. Dentre muitas vidas morreriam inclusive alguns heróis, como, por exemplo, Heitor que era irmão de Páris e foi assassinado por Aquiles, sedento de vingança após ver o seu amante sendo assassinado por Heitor.

Por fim, a guerra só encontrará uma solução quando o rei de Ítaca, um “grego” chamado Odisseu (Ulisses), usa algo que é muito importante na definição dos “gregos” como civilização. Será que você consegue adivinhar o que? É fácil, principalmente se você já está antenada(o) no texto. Odisseu (Ulisses) usará a razão para vencer os troianos.

Certo professor, Odisseu usará a RAZÃO
(a inteligência) para vencer os troianos.
Mas como ele usará a razão?

Pensem como Odisseu.

Os “gregos” (tropa da qual Odisseu (Ulisses) o rei de Ítaca era aliado), estavam em guerra com os troianos há duradouros 10 anos.

Em todo este tempo, nem os troianos conseguiram vencer os “gregos”, nem os “gregos” aos troianos.

Para os troianos, menos mal, pois estavam em sua terra natal. Já para as tropas “gregas”, a todos os prejuízos de guerra, somava-se a saudade de suas terras e de suas famílias.

Odisseu (Ulisses) tinha um desafio: “Como vencer as invencíveis muralhas da pólis de Tróia (Ílion)?”.

Odisseu (Ulisses) começou a vencer o seu desafio, o seu problema, quando fez a pergunta correta ao mesmo! Toda dúvida, toda pergunta leva a uma resposta e, assim, a razão de Odisseu (Ulisses) lhe respondeu.

Para vencer a muralha que não tinham conseguido derrotar, Odisseu (Ulisses) construiu um imenso cavalo de madeira e mandou levarem o cavalo até os portões do palácio-fortaleza da pólis de Tróia.

Os troianos ao verem o cavalo reconheceram que ele foi um presente deixado pelos “gregos” pela derrota que sofreram. Daí você, aluno ou aluna, pode pensar: “Nossa, mais que idiota. Um cavalo de madeira. Foi esta a grande coisa que Odisseu (Ulisses) pensou?”.

Ao que eu, seu professor, diria: “Sim, foi esta a beleza de resposta que Odisseu teve para o problema que tinha de resolver!”.

Você também deve estar pensando: “Mas que presente mais bobo. Um cavalo de madeira gigante! O que alguém irá fazer com isto?!”.

Vamos com calma. O presente além de ser muito importante, não era um presente qualquer. O imenso cavalo de madeira era um sacrifício à deusa Atena. Se você já tá afiado em mitologia grega, saberá que a deusa Atena era imbatível e jamais sofreu uma derrota em batalha, inclusive para outros deuses. Além de tudo isto ela era uma deusa muito adorada.

Deste modo, os troianos, religiosos como todos os outros povos da “Grécia” Antiga, tomaram para si o presente construído pelos “gregos a mando de Odisseu (Ulisses). Fizeram mais que isto. Levaram o presente para dentro da cidade de Tróia.

Odisseu (Ulisses) certamente vibrou com isto e por quê? Vibrou porque ele, Odisseu (Ulisses), ordenou a construção de um cavalo de madeira, mas não um cavalo qualquer, não somente uma oferenda a deusa Atena. O cavalo que Odisseu construiu era oco. Vazio no seu interior. Adivinhe, então, o que ele colocou lá dentro!

“Farofa, professor!”

Não (risos). Odisseu (Ulisses) mandou colocar dentro do cavalo inúmeros soldados. Não se esqueça que os “gregos” tinham fingido a rendição frente aos troianos. Os mesmos troianos que levaram o sacrifício (a oferenda) a deusa Atena para dentro da cidade de Tróia.

Você consegue imaginar o resultado da estratégia de Odisseu (Ulisses)?
Bom, a guerra que durou 10 anos acabaria em uma noite, justamente enquanto os troianos dormiam após a festa em comemoração a vitória que achavam ter conseguido sobre os “gregos”.

Os “gregos” venceram os troianos e incendiaram a cidade. O rei Príamo (pai de Heitor e Páris) foi morto como a maioria dos homens. A rainha troiana Hécuba, a sua filha Cassandra e Andrômaca (viúva de Heitor) foram escravizadas, como todos os outros sobreviventes. Vale dizer que entre os poucos que não foram assassinados dentre os homens, encontraremos Enéias, príncipe de Lirnesso que fugiu de Tróia carregando seu pai Anchises, já idoso, sobre os ombros. (Guarde apenas este nome Enéias, pois será um nome importante para nós entendermos outra civilização que estudaremos).

Neste último combate morreria também aquele que era considerado o maior de todos os heróis, no caso, Aquiles, com uma flechada no único ponto fraco que possuía, no caso, o calcanhar. Aquiles era filho da deusa Thétis, uma ninfa pretendida como esposa tanto por Zeus como por Posídon.

Mas nenhum dos dois deuses se casaria com a belíssima deusa do mar e isto porque Prometeu (um titã filho de Urano e Gaia, segundo algumas versões da mitologia) teria feito uma profecia onde o filho de Zeus com Thétis o superaria em poder caso houvesse o casamento entre os dois deuses.

Ciente disto, Zeus apressou-se em casar Thétis com um humano bem idoso chamado Peleu. O resultado desta união seria justamente Aquiles, que foi mergulhado por Thétis nas águas do mitológico rio Estige, mãe que tinha por intenção fortalecer o filho que por ter sido gerado com um humano, possuía natureza mortal. Como Thétis segurou o seu filho pelo calcanhar, a única parte não banhada tornou se o ponto fraco de Aquiles. Ponto este, inclusive, o motivo da morte do mesmo, após ser atingido por uma flecha lançada por Páris na última noite da guerra de Tróia.

Aquiles possui um papel importante na guerra de Tróia, porque antes de partir para a mesma, a sua mãe, Thétis, profetiza o futuro do herói dizendo que ele terá de escolher entre dois destinos: 1) morrer jovem lutando em Tróia, mas alcançando a eternidade na memória das pessoas através das glórias conquistadas com a guerra; 2) ou morrer bem idosos não partindo para a guerra e permanecendo na sua terra natal.

Detalhe de uma ânfora dos séculos 510 a.C.-500 a.C. representando de cima para baixo as faces de Thetis e Peleu 
(Museu do Louvre). Fonte: Wikipedia.


Conclusão
Pode haver algo de verdadeiro em uma mitologia?
Toda mitologia é repleta de histórias fabulosas, mágicas, extraordinárias. Também vemos na mitologia seres fantásticos, como monstros dos mais variados e mais uma grande quantidade de coisas que a razão e a ciência não conseguiriam explicar.

Devemos ter cuidado ao pensar na mitologia grega. E porque devemos ter cuidado? Porque isto que chamamos de mitologia, para os “gregos” antigos era a sua religião. Eles acreditavam nos seus deuses, tal como, hoje um cristão acredita em seu Deus, ou um mulçumano em Alá, etc.

Do mesmo modo, que as pessoas que possuem uma religião prestam oferendas ao seu deus ou aos seus deuses, os gregos faziam do mesmo modo.

Outra coisa importante que devemos considerar na mitologia é que nem tudo nela é mágico, fantástico ou extraordinário. É possível aprender coisas importantíssimas sobre a cultura de um povo entrando em contato com a religião que praticavam no passado.

Por exemplo, não é por acaso que Aquiles escolhe morrer em uma guerra para entrar para a eternidade, morando na memória das pessoas. Ele representa um ideal que todo cidadão grego alimentava. Ou seja, todo cidadão grego buscava eternizar-se. Sobreviver além da morte. Mas para se eternizar ele tinha de sobreviver para sempre na memória das pessoas. Mas como ele conseguiria isto? Com os teus feitos heróicos conquistados nos campos de batalha.

Esta vontade imensa alimentada pelos cidadãos gregos de existir eternizado na memória das pessoas não sendo jamais esquecido pela glória dos seus feitos, nos mostra uma civilização completamente voltada para a guerra. Assim, vocês encontraram diversos episódios de guerra ao longo de toda a história grega.

Também é na Grécia que observaremos o uso de uma mão-de-obra escrava muito mais intensa do que, por exemplo, no Egito e na Mesopotâmia. Esta intensidade era tão grande que a “Grécia” Antiga foi uma das primeiras civilizações a terem o escravo como a sua principal base de produção.

Adivinhe agora como era conseguido este escravo? Na história que vocês leram acima fica muito claro como eles eram conquistados. Se você leu com atenção os escravos eram conquistados através das guerras. Em outras palavras, tornava-se escravo todo aquele que era derrotado em uma guerra.

Os escravos não eram considerados cidadãos. Mas antes de entendermos isto porque não nos perguntamos o que era um cidadão na “Grécia” Antiga? Respondo a você dizendo que basicamente, o cidadão era todo aquele que possuía o direito de participar de alguma forma das decisões da pólis. Como escravos, estrangeiros e mulheres não eram considerados cidadãos é fácil concluirmos que eles não participavam das decisões sobre a vida das pessoas da pólis (cidade-estado).

Quem participava, então, das decisões políticas (decisões sobre a vida das pessoas) dentro da pólis? Todos os homens que eram proprietários de terras, ricos e maiores de idade.




DESAFIO DE TITÃS!
Vamos ver ser você é forte como Hércules
ou imbatível como a deusa Atena,
ou possui a mesma astucia e raciocínio de Odisseu!

QUESTÃO
Qual a importância de se participar de decisões e criar regras ou leis que interfiram sobre a sua vida e de outras pessoas de uma comunidade?
Se você achar a questão acima complicada demais, esqueça ela.
Leia a questão a seguir, para responder, pois basicamente eu coloco a mesma situação da questão anterior:
Qual a importância de você, aluno ou aluna, participar das decisões que ocorrem dentro da sua casa?
Você entregará a resposta da questão com o formato de um trabalho. Responda individualmente em papel almaço e faça capa. Desejo uma resposta com no mínimo 15 linhas. Se desejar peça ajuda aos teus pais.

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6
Acima acabamos de contar a história da guerra de Tróia.

Falamos também de como os gregos queriam alcançar a imortalidade através dos seus feitos guerreiros.

Vimos ainda que mesmo possuindo uma grande devoção em relação aos vários deuses que acreditavam, eram os homens donos do seus destino e sorte.

A razão, por sua vez, seria importantíssima para auxiliar “os gregos” nas conquistas de sua vida.

O próximo período a estudarmos, então, é muito importante. Os historiadores, estes grandes investigadores do passado costumam chamá-lo de período Arcaico. Vamos entendê-lo agora.

Período Arcaico (800 a.C. à 500 a.C.)
Um pouco da história contada pelos vestígios deixados pelos gregos: a expansão pelo mar Mediterrâneo e a fundação de colônias.


Massília [atual Marselha (cidade francesa)] foi fundada pelos “gregos” por volta de 600 a.C..

Por sua vez, Cirene [antiga cidade, cujos vestígios encontramos na Líbia (norte da África)] foi fundada em 630 a.C. pelos “gregos”.

Já a Calcedônia [antiga cidade grega, cujos vestígios encontramos na atual Turquia] foi fundada também pelos “gregos” no mesmo período e se encontra na chamada Ásia Menor.


Você que fez o mapa político da Grécia, estranhará que o seu antigo território vai um pouco além daquele que você fez em papel vegetal.

Poxa, o que, então, aconteceu há muito tempo atrás que nos permite ver vestígios de pólis que foram construídas entre os anos de 800 a.C. à 500 a.C. bem distantes da península Ática?
Use a razão, como Odisseu, e tente responder:__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Sem dúvida algo está fazendo com que os gregos fundem cidades em outras regiões banhadas pelo mar Mediterrâneo.

Mas o que poderia ser?

Agora é a hora de o seu professor responder. Bem, vamos pensar quais poderiam ser os motivos que acabam fazendo com que um povo migre para outra região.

Parece aceitável que um povo migra para outra região, porque este povo acha que a região para a qual ele vai é melhor do que a região em que ele esta.

Muito bem, então o que poderia ter feito os gregos migrarem de suas cidades natais para outras regiões banhadas pelo mar Mediterrâneo, no período Arcaico?

Elabore a sua teoria. Pense a partir do hoje tentando dar uma resposta a questão: Porque, por exemplo, hoje as pessoas saem de sua cidade de interior para tentar melhorar de vida em uma cidade grande?
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Pense da seguinte maneira. A região da “Grécia” Antiga, onde as principais pólis se encontravam, era uma região muito montanhosa e com poucas terras férteis, como já foi dito bem no início da nossa investigação sobre a civilização “grega”. Isto explica, por exemplo, o fato de algumas destas pólis, explorarem muito as fontes de alimentos que se encontram no mar, para completarem a dieta alimentar também composta por alimentos produzidos no campo. Poxa, deste modo dá até para imaginar a alimentação dos “gregos” da antiguidade.

Enfim, agora imagine você o tamanho do sufoco que passaria o povo “grego” da Antiguidade se a população crescesse. Certamente, haveriam muitos problemas, dado que, não podemos esquecer que as terras férteis são poucas e pela sua qualidade são concentradas por famílias que se denominavam aristói (os melhores).

É fácil imaginar que com poucas terras férteis, a produção não conseguia dar conta de alimentar todas as pessoas de uma pólis. Com pessoas passando fome, aumentam-se as revoltas populares e nelas os governantes, que, não por acaso são os mesmos donos de terras, são responsabilizados.

Sem muita alternativa em suas terras natais, muitos “gregos” da Antiguidade, acabam migrando para outras regiões do mar Mediterrâneo e fundando colônias, tais como nos mostram os vestígios de algumas fotos que publiquei no início deste capítulo.

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A) A pólis de Atenas e o surgimento da democracia.

Partenon. Templo a deusa Atena construido no século V a.C. em Atenas

Foi neste período de migração do povo grego que estava a fundar pólis em outras regiões, que algo importante acontecerá em Atenas. Este fato será tão importante que mudará a história da “Grécia” Antiga de forma determinante.

O interessante é pensar como isto se dá. Pois bem, vamos lá.

Com a fundação de colônias gregas em outras regiões banhadas pelo mar Mediterrâneo e pelo mar Negro, o fluxo comercial dentro destes mares aumentará muito.

Em Atenas, os demiurgos (comerciantes e artesãos), envolvidos com as trocas comerciais com as outras colônias, logo enriqueceram.

Enriquecidos, os demiurgos (comerciantes e artesãos) atenienses começaram a desejar participar das decisões da pólis. No entanto, a aristocracia (formada pelos aristói, como vocês já sabem poderosos donos de terra) não estavam interessados em dividir este poder com os comerciantes.

O resultado disto será um conflito duradouro, mas que significará para os demiurgos e os cidadãos atenienses uma grande vitória sobre a aristocracia. Diversos vestígios nos mostram esta disputa.

Dentre estes vestígios podemos citar a elaboração do primeiro código de leis escritas por um ateniense Drácon, nomeado pelos aristocratas para tanto.

Outro ateniense, um legislador chamado Sólon, aprofundaria ainda mais as reformas iniciadas por Drácon. Basicamente, pretendia conter as revoltas populares atendendo as reivindicações delas. Sendo assim, Sólon aboliu a escravidão por dívidas, extinguiu os privilégios políticos da aristocracia.

O legislador deu passos importantes, para que anos, depois dois importantes governantes atenienses, no caso, Clístenes e Péricles, aprovassem e consolidassem leis que permitiam ao povo (demos) ateniense governar a pólis. Heis, então, que surge a democracia (governo do povo), mas não custa relembrar que somente os cidadãos participavam das decisões.

Hoje consideramos que todos são cidadãos, do mais rico ao mais pobre. Mas não custa lembrar que em Atenas (e depois em grande parte da “Grécia” Antiga) os estrangeiros, homens atenienses menores de 18 anos, mulheres e escravos, não eram considerados cidadãos.

Elmo de um hoplita “grego” de 350 a.C.

7 (1)
Já conhecemos um pouco de Atenas agora é a hora de conhecermos: a pólis de Esparta!
A guerra do Peloponeso opôs duas grandes potências “gregas”. Quase como um clássico entre dois grandes times de futebol, mas bem diferente, já que a batalha “grega” infelizmente tirou muitas vidas.

Nesta grande batalha, nós tínhamos de um lado, Esparta e os seus aliados (unidos na Confederação do Peloponeso) e de outro lado, Atenas e os seus aliados (unidos na Confederação de Delos).

Sem dúvida uma guerra de Titãs, entre duas das maiores pólis “gregas” da Antiguidade. Bem, mas antes de entender como esta guerra surgiu, vamos entender o porquê de a estudarmos.

Pois, então, porque estudamos a guerra do Peloponeso? Ela é importante para entendermos o próximo momento da história “grega”. Um momento marcado pelo nome daquele que se tornaria o senhor dos “gregos” e de muitos outros povos entre a península Ática e os asiáticos.

Falo de Alexandre, o Grande, conquistador e senhor de muitos povos e de um dos maiores impérios da Antiguidade. Homem que ficou famoso não só pela sua ferocidade no campo de batalha, mas também por ter fundado bibliotecas em todos os reinos conquistados e ainda por aceitar as culturas diferentes da “grega” de maneira respeitosa e não preconceituosa.

Enfim, antes de falarmos do macedônio Alexandre Magno, que ainda rapaz estudou filosofia com Aristóteles, um famoso pensador “grego”, vamos conhecer um pouco mais de Esparta, a pólis que juntamente com Atenas foi a responsável pela fragilização militar dos “gregos”.

7 (2) - A pólis de Esparta.
A educação de um jovem espartano.
Imagine você, menino ou menina, se com 7 anos de idade fosse retirado da sua casa. Mas não para ir em uma viagem que quisesse, ou um sítio com muito verde, ou ainda nadar na praia e correr na areia.

Neste momento você deve estar imaginando: “Mas para onde eu iria?”. Calma que eu respondo.

Vamos lá do começo denovo. Imagine você, sendo retirado com 7 anos de idade da sua família, para morar em uma escola do Estado.

Nesta escola, você teria aulas de educação física rigorosíssima, independentemente de ser menino ou menina.

As meninas quando completassem 12 anos voltariam para casa, onde aprenderiam com os seus pais a cuidar dos negócios da família e dos afazeres domésticos.

Por sua vez, os meninos continuariam na escola até os 30 anos de idade. Seriam jogados em campos e florestas sem armas, roupas ou dinheiro. Ao mesmo tempo, nesta escola para onde você foi obrigado a morar, os seus professores lhe incentivariam a roubar e a assassinar para sobreviver.

Quando batesse a fome e você, menino, estivesse na escola, nada mais oportuno do que fazer um lanchinho, não. Só que em Esparta não tinha Cantina, deste modo, nada de pastel da Tia Neide. O que tinha no cardápio e seria servido aos garotos era prato muito fino chamado de “Caldo Negro”, nome que tinha origem na cor do caldo, feito com o sangue de animais.

“Credo que nojo!” foi provavelmente o que você pensou. O seu professor também ficou assustado quando descobriu mais esta característica da cultura dos espartanos da “Grécia” Antiga.

Há outras características que dizem ainda mais sobre a cultura dos mesmos. Um espartano tornava-se soldado aos 18 anos. Aos 20 ele podia se casar, mas morar com a esposa só após os 30 anos de idade, pois até lá ele dividiria o mesmo teto com os seus amigos soldados que moravam na escola.

Era também aos 30 anos que ele ganhava o direito de participar das decisões da Assembléia dos Cidadãos. Por fim, a sua aposentadoria do serviço militar só acontecia aos 60 anos.

Bem, mas qual a importância de ter falado sobre a educação dos espartanos? Bem, se você se lembra com detalhes das discussões que tivemos no início do ano (e que também se encontra na primeira parte da nossa apostila), nós só somos capazes de fazer as coisas que aprendemos e guardamos em nossa memória e pensamento.

Do mesmo modo, se um espartano da Antiguidade tinha uma educação que o ensinava a ser violento, o que nós teremos como resultado é uma pessoa extremamente violenta.

Um espartano violento era muito conveniente para o governo da pólis de Esparta. Com um soldado deste tipo, com cada vez mais guerras e uma cultura que valorizava a eternidade através dos atos guerreiros, os grandes senhores de terras, chamados em Esparta de esparciatas que também controlavam o instrumento que governava a vida de todos dentro da sua pólis, acabavam aumentando cada vez mais e mais o seu poder.

Isto porque com as guerras, não são somente os povos que são conquistados, mas, sobretudo, as terras. Deste modo, os esparciatas tornavam se cada vez mais poderosos. Tinham em conseqüência das conquistas, cada vez mais hilotas (nome dado aos rivais que derrotados em guerra eram escravizados). Com tanto poder, é fácil entender como os periecos (nome dado aos decendentes dos povos derrotados pelos espartanos) eram impedidos de participarem do poder, tal como, de tornarem se soldados.



7 (3) - Enfim, o choque entre as duas potências!
Esparta X Atenas na Guerra do Peloponeso


Trirreme grego. Fonte: Fonte: Durando, F., Greece, Splendours of an Ancient Civilization, London: Thames & Hudson, s.d., p. 98-99. Embarcações de Guerra usadas pelos gregos da Antiguidade e na qual os atenienses, além de hábeis, eram uma potencia militar nos mares.

Acima vimos um pouco da história de duas famosíssimas e poderosíssimas pólis gregas, no caso, Atenas e Esparta. Vimos, especialmente, alguns aspectos de suas culturas, mas não por acaso. Você deve estar imaginando o porquê de dentre as diversas pólis, nós falamos em especial, somente destas duas?

Falamos de ambas porque quando guerrearam entre si, liderando uma federação de pólis associadas cada uma, o resultado da guerra acabou sendo a fragilização das outras pólis gregas e esta era oportunidade que os inimigos estavam esperando.

Bem, antes de falarmos sobre a guerra vamos entender algumas coisas, mas, é claro, partindo das coisas que já sabemos. Vamos lá então.

Os “gregos” da Antiguidade eram um povo que possuía bem enraizada uma cultura voltada para a guerra. Qualquer povo que tenha guardado em seu pensamento e memória este tipo de cultura, além de ser um povo violento, gerará muitas inimizades.

Com os gregos, portanto, não foi diferente. Eram inúmeros os seus inimigos, afinal todo ato de violência acaba produzindo ódio.

Bem, ao estudarmos os diversos povos que eram inimigos dos “gregos”, certamente encontraremos de maneira destacada um grande rival. No caso, os Persas, povo não menos violento que os gregos e do mesmo modo famintos pela conquista de outros povos. O imperador Dario I e seu filho Xerxes (representado no filme 300 pelo Rodrigo Santoro) são alguns famosos nomes desta interessante civilização que vocês já ouviram falar, afinal, será o próprio Dario o responsável pela conquista dos povos da Mesopotâmia.

Representação de Dario I.

Enfim, se de um lado observamos “gregos” famintos por conquistas e, de outro, persas “famintos” por conquista, seria inevitável que em algum momento ambas as civilizações se desentenderiam.

Isto aconteceu em uma famosa guerra da Antiguidade, conhecida como Guerras Médicas (século V a.C.), que além das conquistas daria ao vencedor o controle das rotas comerciais que existiam dentro do mar Mediterrâneo.

“As Guerras Médicas foram guerras entre médicos, professor?”

Claro que não (risos). Esta guerra é chamada de Guerras Médicas porque os gregos chamavam os persas de “medas”, certo. Enfim, o que há de importante nesta guerra para nós entendermos a Guerra do Peloponeso é que para vencer os “medas”, os “gregos” tiveram de se unir.

Para tanto, criaram a chamada Confederação de Delos. Basicamente, o que é uma confederação? Muito simples de responder. Pense na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que você conseguirá entender com certa facilidade, principalmente se pensar que diversos clubes são associados a ela.

Na Confederação de Delos foi a mesma coisa. Todas as pólis se associaram para poderem enfrentar os persas. Assim, como todo sócio de um clube, as pólis acabavam pagando uma taxa para a Confederação. Esta taxa era direcionada, não para o lazer dos “gregos” da Antiguidade, como fazem hoje os clubes, mas sim para investimento em armas, tropas e navios.

Por fim, vale dizer que a Confederação criada na Ilha de Delos e liderada por Atenas foi um grande sucesso. Os “gregos” conseguiram vencer os persas em 4 grandes batalhas: Maratona (490 a.C.), Termópilas (480 a.C.), Salamina (480 a.C.) e Platéia (479 a.C.).


Quando a Confederação de Delos passa a ser um problema?
Como vimos logo acima, uma poderosa pólis da “Grécia” Antiga chamada Atenas liderou a Confederação de Delos, associação de várias pólis que foi criada para defender os “gregos” da invasão de outros povos.

Vimos também que a mesma recebia recursos de outras pólis. O problema surge quando o governo ateniense, com um exército poderosíssimo, principalmente a sua frota marítima, começa a agir de má fé, roubando todos os recursos da Ilha de Delos e transferindo-os para Atenas.

As pólis contrárias a Atenas ficam furiosas e rompem com a Confederação de Delos, formando outra, no caso, a Liga do Peloponeso, esta liderada por aquela que viria a ser a grande rival de Atenas: Esparta.

O resultado foi a Guerra do Peloponeso (431 a.C. à 404 a.C) quase 30 anos de guerra que arrasariam com a prosperidade das pólis “gregas”, pois toda guerra é muito cara, consome a riqueza, o juízo e a vida de muitas pessoas.

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Enfraquecidas as pólis gregas são conquistas por um rival: Alexandre o Grande!

Representação de Alexandre Magno e seu cavalo Bucéfalo, na Batalha de Isso contra o rei persa Dario I. Trecho de mosaico encontrado em Pompeia, hoje no Museu Arqueológico Nacional, em Nápoles.

Alexandre o Grande, filho do macedônio Filipe II, será o nome daquele que conquistará não só todas as pólis gregas, mas também estenderá o seu império para o Oriente. Não terá muita dificuldade em fazê-la, pois Alexandre já tinha contato com os “gregos” antes mesmo de conquistá-los. Era discípulo de Aristóteles e um grande admirador e estudante da cultura grega.

Ficou também famoso pelas bibliotecas que construiu em cada cidade que conquistou - como foi dito acima no texto. Nestas bibliotecas haviam diversos livros que guardavam os conhecimentos de matemáticos, filósofos, astrônomos, médicos, geógrafos, arquitetos, dentro outros cientistas gregos.

Por ser um grande divulgador da cultura grega o período em que Alexandre governou ficou conhecido como Helenismo (nome que deriva de heleno = era a forma como os gregos se chamavam), pois Alexandre o Grande não só divulgou a cultura grega, como sempre demonstrou respeito as culturas que não eram gregas.

Demonstrou o seu respeito muitas vezes assimilando nos trabalhos arquitetônicos construídos dentro do seu período de governo, características da arquitetura de outros povos. Também não foram raras as vezes em que Alexandre transformará os conquistados em seus administradores reais.

Vale destacar que Alexandre o Grande, agiu muito diferentemente da maneira como os “gregos” agiam com outros povos. Alexandre não os considerava bárbaros, como os gregos. Pelo contrário, entendia e respeitava as culturas diferentes da grega e talvez só por isto tenha conseguido o respeito dentre povos dos mais variados, sendo considerado, inclusive, faraó pelos egípcios da Antiguidade.

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Desafiadoras questões (Acertá-las lhes dará um bônus em nossos jogos, tal como, um acréscimo na nota)
Para conseguir o ponto máximo em cada questão siga as dicas:
a) Responda com seriedade. Não existem respostas com 1 ou duas palavras, tampouco, resposta de 1 linha.
b) Nenhuma das respostas são óbvias, portanto, fique atento ao que é perguntado para não responder incorretamente.
c) Sempre quando responder, pense que aquele que irá ler a sua resposta não sabe nada do assunto que você está tratando. Deste modo, faça respostas completas e muito bem explicadas.
d) A data de entrega da atividade será definida pelo professor.

1) Qual foi a contribuição dos micênicos para a cultura dos “gregos” antigos?
2) No texto uma palavra nova aparece. Ache o significado da palavra ânfora.
3) Procure o significado da palavra mitologia.
4) Quais importantes elementos da cultura grega encontramos na história de Aquiles?
5) Quem foi Homero?
6) Qual a importância de Odisseu dentro da Ilíada e em que aspecto este personagem ilustra uma importante característica da cultura grega?
7) Quais os dois grandes elementos que diferenciam os gregos de outras civilizações antigas?
8) Como os gregos conquistavam os seus escravos?
9) Qual elemento da cultura grega nos permite dizer que o povo grego era um povo inclinado para a guerra?
10) Qual a importância de leis escritas para uma civilização?
11) Qual a importância de se participar das decisões sobre a sua própria vida dentro de uma sociedade?
Qual o significado de ser impedido de participar de qualquer decisão sobre a sua própria vida?
12) Porque o Estado se responsabilizava pela educação do espartano tirando o desde muito cedo do convívio com a família?
13) Quais as diferenças da educação espartana para a nossa educação hoje?
14) Porque os periecos e os hilotas eram impedidos de serem soldados?

15) Como os gregos chamavam os persas?
16) Porque a Confederação de Delos foi formada?
17) Qual eram os dois principais objetivos de conflito entre os Persas e os “Gregos” na Antiguidade?
18) Como a Guerra do Peloponeso facilita a invasão dos Macedônios liderados por Alexandre o Grande?
19) Qual foi o tipo de atitude que Alexandre Magno teve em relação a maioria dos povos que conquistou? Como esta atitude o ajudou a governar?

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Autoria do texto e de todas as questões: Alek Sander de Carvalho
É proibida a reprodução comercial deste texto.
Só é permitida a reprodução não comercial, desde que, citada a fonte.

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