quarta-feira, 30 de março de 2011

Feudalismo para o 7º ano (parte 1)


Conceito, o instrumento para entendermos melhor a História
No ano que passou foram diversas as coisas que vimos, todas com a sua importância e que no início deste ano vimos na forma de conceitos.

Conceito.

Palavrinha difícil, esta aí em cima, mas comparando eu simplifico.

Pense no conceito como um instrumento. Instrumento é tudo aquilo que usamos para facilitar alguma atividade que iremos desempenhar.

Vejamos os exemplos que gosto de usar. Bem, tente escrever o teu nome com o dedo? Já tentou? E aí, saiu alguma coisa? Aposto que não! E isso porque o dedo não serve como instrumento para deixarmos que o papel o risque.

Agora tente usar como instrumento um lápis. Sucesso!

Com certeza conseguiu realizar este desafio e isto porque o lápis é um instrumento muito adequado para que o papel risque o lápis, pois por ser o grafite dentro da madeira mais “mole” que o papel, temos o resultado da escrita, ou do desenho, entre outros.

O conceito, portanto, é para nós um instrumento, para que, possamos entender melhor a História.

Foram importantes os conceitos que vimos e trabalhamos nestas primeiras duas semanas do semestre. Buscamos entender e significar palavras como: nômade; sedentário; a importância da agricultura para as civilizações; cidade; comércio; Estado; política; economia e sociedade.

Pensamos também sobre as estruturas que organizam uma sociedade. Também no valor de algumas palavras como pensamento, ação e existir.

Tudo isso não fizemos por acaso e é neste ano que daremos um passo além, só que com a mochila cheia das coisas que aprendemos no ano que passou.
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O fim do Império Romano e a passagem para Idade Média
Como vimos, no ano que passou, o Império Romano foi um dos maiores da Antiguidade. As ações de seus homens e mulheres ao longo de 10 séculos deixou marcas profundas que podemos notar presentes em nosso dia a dia até hoje.

Começando pelas palavras que estou usando para escrever-lhe. Em sua maioria, de língua portuguesa, uma língua que é filha do latim. Latim, que, por sua vez, era a língua dos romanos e foi aquela que levaram a diversas outras regiões da Europa, por causa de suas conquistas militares.
Foi trabalhando com o Império Romano que descobrimos importantes conceitos, no caso, o conceito de Estado.

Para explicar o Estado usei novamente a lógica sobre o instrumento. Eu falei adivinhem do que? Tcham tcham tcham tcham: do LÁPIS! Mas para entendê-lo lancei para vocês sobre a forma de um desafio: Se o lápis é o instrumento usado para se escrever, o Estado é o instrumento que algumas pessoas usam para que?

Chegamos fácil a uma resposta. Logo, o Estado é o instrumento que algumas pessoas usam para governar, dirigir, comandar as vidas das pessoas. Dentro da História de Roma dependendo da época, tivemos diferentes setores sociais governando as vidas das pessoas.

Assim, quando Roma apenas era uma Monarquia (753 a.C. À 509 a.C.) os reis eram os mais poderosos dentro da estrutura política de Roma.

Quando chegamos na República (753 a.C. À 509 a.C.) o setor social que governava a vida das pessoas era chamado de patrício. Por sua vez, é por governarem a vida das pessoas que consideramos os patrícios como os mais poderosos dentro de Roma.

Os patrícios eram todos aqueles que em Roma possuíam grandes porções de terras. É na terra que achamos a origem do poder dos patrícios, pois na medida em que eles as tinham, muitas pessoas em Roma não as tinham.

Parece bobagem falar em posse de terras, mas não é, principalmente quando paramos para pensar sobre o significado de tê-la. É da terra que vem todos os bens necessários para o consumo. Quem não possui, assim, terras para plantar o seu próprio alimento, torna-se dependente daquele que as tem.

Logo, concluímos que tem poder sobre as vidas das pessoas aqueles que possuem pessoas que lhes são dependentes.

Encerramos o ano que passou, falando do Império Romano. Neste período os patrícios perderam o poder de governar a vida das pessoas para os generais. Estes generais com as conquistas militares foram se tornando cada vez mais e mais poderosos.

Dentre estes o mais famoso fora Otávio Augusto que se fez imperador e fundou o Império. Fez mais que isso, sendo responsável pela criação de diversas políticas que ao longo de alguns séculos acabaram causando o fim do Império Romano.

Dentre estas políticas a de maior destaque foi a ordem que deu, para que, as conquistas militares se encerrassem. Pacificou o reino, mas criou com isso uma bolha que foi crescendo cada vez mais e mais até estourar. Como fez isso?

Otávio ao encerrar as conquistas deixou de trazer escravos para Roma, pois os escravos eram justamente aqueles povos que Roma derrotava em guerras. É como se Otávio tivesse fechado uma torneira, sem ter aberto outra.

O resultado foi uma enorme crise econômica, pois no Império todo trabalho nas terras eram feitos pelos escravos e conforme foram passando os séculos, o campo tinha cada vez menos trabalhadores.
Sem escravos para trabalhar a terra, a produção caiu. Quando a produção cai são poucos os produtos que podem ser encontrados no mercado.

Com poucos produtos no mercados, os seus donos começam a cobrar altos preços pelos alimentos. Como a maioria das pessoas não tinham dinheiro para comprar alimentos o Império foi atravessado por ondas de fome e revoltas.

Também não havia como recolher grandes quantias em impostos, por que a sociedade estava muito empobrecida. Sem os grandes recursos que antes vinham dos impostos, era impossível manter o exército romano em condições de competir com os inimigos que estavam nas áreas de fronteira.

O resultado de tudo isso foi a invasão do Império Romano do Ocidente por povos que moravam ao norte do império chamados pelos romanos de 'bárbaros', no caso: vândalos, ostrogodos, visigodos, etc.
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A transição para o Feudalismo
Porque os coisas guardam nomes diferentes? Por exemplo, chamamos o anfíbio abaixo de sapo, mas porque chamamos o outro animal de tucano.

















É bem simples. Nomes diferentes significam coisas diferentes. Em História é a mesma coisa. Porque ano passado encerramos as nossas atividades falando de História Antiga e este ano estamos iniciando os trabalhos, falando de Feudalismo, ou História Medieval, ou Idade Média?

 
O raciocínio é o mesmo queridos alunos e alunas do 7º ano. Nomes diferentes significam coisas diferentes. Mas o que existe de diferente no Feudalismo (Idade Média ou Idade Medieval) para nós o estudarmos?

Lá vem o professor enrolar de novo e não responder, mas sabem porque eu sempre faço uma pergunta quando vocês me perguntam algo? É para mostrar para vocês que o pensamento quando está em plena atividade (raciocinando logicamente) sempre lhe traz grandes respostas.

Bem, voltando a nossa questão, lembram da aula que fiz com vocês, cujo o tema era como a cultura que as avós de vocês tinham mudou em relação a cultura que a sua mãe tem que mudou novamente em relação a cultura que você menina hoje tem?

A conclusão que chegamos nesta aula era a de que a mulher antigamente era muito menos dona de si e isso por ter uma liberdade da qual o homens se sentiam donos.

Esta liberdade foi conquistada com o tempo e muita luta, e a mulher conseguiu mais espaço e mais liberdade para voltar a ser dona de si.

A coisa mais importante que queria destacar com a discussão que fiz em aula era que hoje as mulheres são diferentes das mulheres de antigamente, porque o pensamento mudou.

Assim, trazendo esta lógica para História, podemos considerar que sempre quando o pensamento muda a própria História muda, pois se a História é tudo aquilo que os humanos dão existência através das suas ações, quando estes têm pensamentos diferentes criam também coisas diferentes.
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... e o 7º ano pergunta: Então o que a Idade Média (Feudalismo, ou Idade Medieval) possui de diferente?
Se nós seres humanos, que vivem no presente, nos interessamos e estudamos História, é para entendermos como os seres humanos viviam no passado.

Viver é um ato, é praticar uma ação.

Então, quando queremos estudar os seres humanos do passado, de certa maneira estamos querendo entender o pensamento por trás das coisas que criaram através dos seus atos.

Vamos olhar para o feudalismo, então, tendo como o ponto de partida para esta grande viagem ao passado, o texto de um antigo rei chamado Afonso X, que por ser um dedicado estudioso, ganhou o apelido de O Sábio.
Afonso X, o Sábio, rei de Leão e Castela. Viveu no século XIII.
Representação que pode ser encontrada no Libro de retratos de los Reyes, 1594.

1º Documento.
Trecho de documento para analisar:
O que é feudo, onde tomou este nome e quais as suas características?
Feudo é o benefício dado pelo senhor a algum homem porque se tornou seu vassalo e lhe fez homenagem de ser-lhe leal, tomou este nome que deve o vassalo guardar o senhor. São duas as formas de feudo: uma é a outorga, uma vila, ou castelo, ou outra coisa que se constitua um bem de raiz e este feudo não pode ser tomado do vassalo a não ser se falecer o senhor com o qual tratou ou se fizer algum erro pelo qual o deva perder (…). Outra maneira é o chamado feudo de câmara; este se faz quando o rei doa maravedis [nome do dinheiro castelhano na época] a algum vassalo seu, todo ano em sua câmara, e este feudo pode o rei cancelar quando quiser.
Afonso X, o Sábio. Las siete Partidas. Madrid: Boletim Oficial del Estado, 1985. 3v. Ed. Facsímile: Salamanca, 1555. p. 65. In: PEDRERO-SÁNCHEZ, Maria Guadalupe. História da Idade Média: textos e testemunhas. São Paulo: Fundação Editora Unesp, 2000. p.97-98.
1) O que é feudo, segundo o Sábio rei?
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2) O que é feudo de outorga?
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3) O que é feudo de câmara?
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4) O que é um vassalo?
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2º Documento
Abaixo vista do Castelo de Bodiam, em East Sussex na Inglaterra, construído em 1385.
1) Descreva o que você observa.
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2) Para que servem mutos tão largos e fortes?
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3) Porque o castelo está no meio de um lago?
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O texto acima é de autoria de: Alek Sander de Carvalho e a sua reprodução comercial está proibida.

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Abaixo o castelo de Bodiam.
Clique em Bodian Castle and Rye e ache pelo Google Maps o castelo acima, pois é mais fácil.

Depois de achá-lo afaste o mapa e veja como o castelo foi estratégicamente contruído próximo da França, grande rival inglesa por séculos, só sendo separado mesmo por uma pequena porção de terra até o litoral e o canal da Mancha.


Visualizar Bodiam Castle and Rye em um mapa maior

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