terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Alta dos alimentos coloca 44 milhões de pessoas na pobreza

Alta dos alimentos coloca 44 milhões de pessoas na pobreza

Índice de preços do Banco Mundial subiu 15% entre outubro de 2010 e janeiro deste ano

Filipe Domingues, da Agência Estado

WASHINGTON - Os preços internacionais dos alimentos continuaram subindo com força nos últimos meses, aumentando a pobreza e as preocupações com a economia, informou nesta terça-feira, 15, o Banco Mundial. O índice de preços do banco subiu 15% entre outubro do ano passado e janeiro de 2011, o que significa elevação de 30% em relação ao mesmo período de 2009 e apenas 3% abaixo do pico de 2008. O Banco Mundial relatou que esse aumento, que inclui alta significativa dos preços do trigo e do milho, colocou cerca de 44 milhões de pessoas em situação de pobreza desde junho.

"Os preços globais dos alimentos estão subindo para níveis perigosos e ameaçam dezenas de milhões de pessoas pobres no mundo", disse o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, em comunicado.

A alta dos alimentos tem sido uma grande preocupação para as autoridades internacionais. O Banco Mundial alertou que a elevação dos preços pode causar "macro vulnerabilidades", especialmente nos países menos sólidos em âmbito fiscal, que são forçados a importar grandes volumes de alimentos.

No entanto, o Banco Mundial ponderou que boas colheitas em muitos países africanos ajudaram a conter a elevação dos preços de alguns itens. Além disso, o banco observou que os preços internacionais do arroz subiram moderadamente e que o cenário desse mercado permanece estável.

O Banco Mundial avisou, ainda, que as mudanças climáticas devem causar mais impacto nos preços dos alimentos do que ocorreu no passado. "A frequência de eventos relacionados ao clima durante o último ano e seu impacto nos preços da comida ressaltam a vulnerabilidade dos pobres diante das mudanças climáticas", afirmou o banco. As informações são da Dow Jones

fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,alta-dos-alimentos-coloca-44-milhoes-de-pessoas-na-pobreza,not_55118,0.htm

09/11/2010 - 10h22
Preços dos alimentos disparam e puxam inflação em 2010, aponta IBGE

Pedro Soares, do Rio.

Pressionados pelo clima e a consequente alta das commodities, os alimentos ditaram os rumos da inflação em 2010. A alta acumulada de 6,59% de janeiro a outubro representou um impacto de mais de um terço (34%) no IPCA do ano (4,38%), com contribuição de 1,48 ponto percentual.

"Os alimentos determinaram praticamente sozinhos o desenho, o perfil, da inflação em 2010", disse Eulina Nunes dos Santos.
Em outubro, os alimentos subiram 1,89%, a maior taxa para tal mês do ano desde 2002 e também a mais alta desde junho de 2008.

Após três meses de deflação, entre junho e agosto, o grupo alimentação voltou a ficar pressionado a partir de setembro com a nova rodada de alta das commodities especialmente do trigo, milho e soja.

"Neste ano, houve um problema de seca em escala mundial, que elevou os preços das comoodities", disse Nunes dos Santos

Tamanha foi a alta dos grãos que ela foi suficiente para anular o efeito benéfico do câmbio, que ficou restrito apenas a alguns itens, como os produtos de limpeza (alta de 1,09% no ano, abaixo do IPCA acumulado de 4,38%).

Ainda por conta do clima e da quebra de safra em países produtores como a Rússia, a farinha de trigo e seus derivados também pressionaram o grupo alimentação em outubro. A farinha subiu 5,23%. O macarrão teve alta de 2%.

Já no caso do feijão, que acumula alta de 109,78% no ano e subiu 31,42% em outubro, a safra menor é responsável pelos reajustes.

Segundo Nunes, a demanda aquecida também proporcionou repasses mais intensos dos aumentos das commodities, cuja alta também elevou os preços de rações e indiretamente das carnes.

No acumulado do ano, as carnes foram os itens de maior pressão (alta de 14,56% e contribuição de 0,32 ponto percentual para o IPCA), ao lado dos colégios e do empregado doméstico --ambos também com peso de 0,32 ponto percentual no IPCA do ano.

Em outubro, as carnes subiram 3,48% e também lideraram o impacto no IPCA --0,08 ponto percentual.

"A renda aumentou e no mundo, inclusive no Brasil, as pessoas estão comendo mais carne. O país aumentou a exportação e a oferta interna está mais estreita", disse Nunes dos Santos.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/827720-precos-dos-alimentos-disparam-e-puxam-inflacao-em-2010-aponta-ibge.shtml

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