quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Tinham razão os Libertos de Vassouras

Muitas pessoas se encantaram com o desfile da G.R.E.S Paraíso do Tuiuti, escola de samba do Rio de Janeiro, neste ano de 2018 e de fato não há como negar que por vezes somos surpreendidos por enredos que fogem daquela normalidade entediante muitas vezes dominante neste tipo de espetáculo. Bem, toda a repercussão na rede após a apresentação da escola carioca, me fez lembrar outro poderoso samba enredo lançado pela Estação Primeira de Mangueira no ano de 1988. Aliás, o ano de 1988 é simbólico de inúmeras maneiras e o movimento dos negros e negras não esqueceu de levar às ruas também neste ano, em essência, a mesma crítica que vimos agora apresentado de forma artística na Apoteose.
Deste modo, 130 anos após a assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888 a G.R.E.S Paraíso do Tuiuti proporciona uma excelente oportunidade para se construir uma reflexão necessária para pensar o país em que vivemos, acostumado a negar o apartheid que promove cotidianamente.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Documento: O povo dos Sambaquis

O título do programa, produzido em 2016 pela TV BRASIL é: Pré-História no Brasil e os Sambaquis. Para acessá-lo basta clicar na imagem.

Documentos para análise: História da África

Belíssima série de livros produzidos pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), publicados em 2014, por meio da Divisão das Sociedades do Conhecimento – Setor de Comunicação e Informação, com apoio da Divisão para a Igualdade de Gênero, com financiamento do Governo da República da Bulgária. Sem dúvida uma excelente oportunidade para encaminhar discussão junto aos alunos e alunas com foco em uma reflexão histórica sobre o passado do continente africano.

Seguem os links para download, diretamente do site da UNESCO.






terça-feira, 17 de outubro de 2017

Documentos - Excerto da obra Discurso sobre a servidão voluntária de Etienne de La Boétie

Esta é a edição do livro que eu mais gosto.
Textos Iluministas
BOÉTIE, Etienne de La. Discurso sobre a servidão voluntária.

(...) Não há dúvidas, pois, de que a liberdade é natural e que, pela mesma ordem e de idéias, todos nós nascemos não só senhores da nossa alforria, mas também com condições para a defendermos.

Se acaso pusermos isso em dúvida e descermos tão baixo que não sejamos capazes de reconhecer qual o nosso direito e as nossas qualidades naturais, vou ter de vos tratar como mereceis e por os próprios animais a dar-vos lições e a ensinar-vos qual é vossa verdadeira natureza e condição.

Só quem for surdo não ouve o que dizem os animais: viva a liberdade! Muitos deles morrem quando os apanham. Como o peixe que, fora da água, perde a vida, também outros animais se negam a viver sem a liberdade que lhes é natural.

Se os animais estabelecessem entre si quaisquer grandezas e proeminências, fariam (creio firmemente) da liberdade a sua nobreza.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Mostra Cultural 2017 - Diversidade Cultural: Nações Indígenas Africanas e Sul-americanas

Olá queridíssimos alunos e alunas.

Segue abaixo, como prometido, os links para aprofundamento. Há em cada um dos dois grupos excelentes pesquisas. É uma obrigação de cada aluno ou aluna que compartilhe tais pesquisas com os demais. Bom estudo, havendo dúvida, nos contactamos nas aulas.

Analisem com rigor crítico todos os documentos abaixo. Jamais levem ao pé da letra aquilo que está escrito ou lhe é informado por vídeo. Se aprofundem na pesquisa para construírem um grande conhecimento. ;)

Objetivo do trabalho executado na Mostra Cultural de 2017

1) Destacar uma pequena fração da extensa diversidade de culturas que encontramos em nosso planeta, dando ênfase, evidentemente nesta análise, às matrizes fundamentais da cultura brasileira. Não por acaso a nações as quais se deu destaque foram a Kaiapó, a Karajá, a Himba e, por fim a Iorubá.

2) Valorizar a riqueza das culturas estudadas, destacando as suas vivências e experiências históricas, tal como, suas estratégias de sobrevivência e transmissão do conhecimento, com claro objetivo de confrontar os preconceitos presentes nas análises etnocêntricas tão comuns em nosso mundo contemporâneo.

3) Desqualificar, portanto, os conceitos generalizantes e preconceituosos de que as nações estudadas são selvagens, primitivas, atrasadas, sem cultura, sem religião, entre outros adjetivos negativos, é objetivo fundamental do nosso trabalho.